10.7.13

que nenhuma família comece em qualquer de repente.

Então vamos lá. Dá preguiça de explicar coisas que eram pra ser tããão óbvias, mas a humanidade está cada vez mais burra.
Eu também quero dar pitaco no assunto. Já adianto que não estudei teologia e nem filosofia. Então mals ae por algum argumento mal construído.

O aborto no Brasil só é permitido em alguns casos: estupro; quando a mãe corre risco de vida; quando o feto é anencéfalo; quando existe alguma má formação cerebral.
Isso todo mundo sabe.

O Brasil é um dos países com maior população católica. Isso também todo mundo sabe.
E a população evangélica cresce a cada dia, para nossa alegria sóqn

Teoricamente o Estado é LAICO, ou seja, igreja alguma deve meter o bedelho nas decisões políticas. Acontece que né, como essas doutrinas religisosas pregam que a pessoa deve profanar sua fé em todas as áreas da sua vida - incluindo a profissional - milhaaaares de deputados e vereadores e ministros e juízes acabam tomando decisões baseadas na religião que eles tem.

Logo, aborto é tratado como tabu nesse país já que o estado, infelizmente, não é laico.
O que mais importa é a vida. Abortar=matar pra essas bancadas envagélicas e cristãs.
"bla bla bla,que direitos a mãe tem de decidir se seu filho deve viver ou não,bla bla bla, whiskas sachê". Cansa muito esse discurso.


Aí tem uma coisa engraçada nessa história toda.
Você já deve ter ouvido alguém cantar uma música do Pe. Zezinho. Ela é encarada como hino,bla bla bla, é muito linda, bla bla bla. Então vamos lá. Analisa-la-ei.

"Que nenhuma família comece em qualquer de repente".
Esse é o primeiro verso. Para os cristãos, família=pai+mãe(que tenha casado virgem, de preferência)+filhosssss.
Bom, crianças nascidas decorrentes de um estupro formariam uma família com o respectivo agressor e com a vítima. Estranho. Achei que nenhuma família fosse pra começar de repente. Acontece que estupros acontecem de repente, e crianças são geradas de repente quando eles acontecem. E aí a mãe faz o que? Supondo que a mulher não aborte, ela será rotulada como 'mãe solteira'. E tal rótulo nunca foi e nunca será bem visto pela Igreja.

"Que nenhuma família se abrigue debaixo da ponte".
Quinto verso da música. Peguemos como exemplo uma mulher que tenha sido constantemente abusada por algum parente. Supondo que ela tenha gerado e dado à luz a muitas crianças. O agressor, que não vai assumir que abusou, pica a mula. Na maioria das vezes, a mãe não tem estrutura ou condição alguma para criar esses filhos. O final da história você já deve ter visto: crianças e mães improvisando casas embaixo de uma ponte qualquer.

"Que a família comece e termine sabendo onde vai
E que o homem carregue nos ombros a graça de um pai
Que a mulher seja um céu de ternura, aconchego e calor
E que os filhos conheçam a força que brota do amor!"
A terceira estrofe. Humm. Difícil ser um céu de ternura, aconchego e calor quando você foi obrigada a abrir as pernas, a gerar e a parir uma criança que você não queria ter. Que o homem carregue nos ombros a graça de um pai. Ok, nenhum agressor quer ser pai.Logo, ele está pouco se lixando para a vida que ajudou a gerar. Que os filhos conheçam a força que brota do amor. Ta, aí a sua mãe vira pra você e diz que você foi o fruto de um estupro. Aposto que ela entender que não foi planejada e muito menos gerada com amor.

É fácil ser contra o aborto quando você nunca foi estuprada. É fácil falar em ser pró-vida quando você, provavelmente caucasiano, classe média e alfabetizado, tem comida todos os dias, um teto, um carro e uma tv pra ficar alienado.
Ninguém te obrigou a ser católico/evangélico, certo?
Então quais direitos você tem sobre a vida de pessoas que não possuem religião alguma?
Legalizar o aborto não vai fazer com que ele vire método anticoncepcional. Não é gostoso abortar. Não vai virar farra.
Vocês, que são pró-vidas. Sabia que milhares de mulheres morrem por abortarem em locais sem qualquer cuidado médico? Sabia que o desespero dessas mulheres chega a ser tanto, que elas enfiam qualquer objeto pontiagudo em seus úteros, na tentativa de abortarem?
Não me venha com vídeos de abortos, de fetos que agarram a mão do médico, etc. Definir quando a vida começa não ajuda em nada. 

Mas a questão não e só em casos de estupro. Quem deve decidir se quer manter ou não a gravidez é a mulher e PONTO FINAL. Nem juízes, nem padres, nem deputados, nem pastores, nem ninguém. Por que é tão difícil entender??????????????????????????????????????????????
Sim, concordo que não apenas o aborto deva ser legalizado, como também acho que o governo deveria criar políticas de prevenção, obrigar as escolas a darem aula de educação sexual, dar apoio psicológico às mulheres - as que abortaram e as que não abortaram-. Ai,sabe.

Preguiça desse povo. E não, o problema não é com a sua religião. Nada contra você ser católico ou evangélico. Só não venha com os seus ''améns'' quando o assunto é o meu corpo, meu útero.

7.5.13

o lado negro(ou não) de se fazer aniversário

Há 23 anos eu nascia.
Sempre achei aniversários muito nostálgicos e argh,depressivos. Sempre que alguém vem me dar um 'feliz aniversário' com todo o restante("muita paz,saúde,dinheiro,felicidade,amor"), meus olhos enchem de lágrimas e me dá um nó na garganta. Não sei explicar. Deve ser porque eu fico triste ao constatar que é muito provável  que eu não consiga tudo isso. Um ou outro item pode até ser, mas todos não. Algo a ver com o equilíbrio cósmico.

Bom,fato é que não se volta no tempo. E eu também nem gostaria.

E todo ano eu me pergunto o mesmo. "X anos e o que eu fiz da minha vida?"
Mas aí eu resolvi parar pra pensar nisso.

Vivemos uma só vez. E nessa ânsia de aproveitarmos o máximo, fazemos planos, traçamos metas, trabalhamos adoidados, buscando sempre algum tipo de realização. Mas nesse frenesi, será que lá no final seremos capazes de constatar que valeu a pena toda essa correria?

Eu já me peguei pensando sobre casais mais idosos que passam o dia em casa. Sempre pensei "nossa,eu não quero ficar assim, quero viajar e jogar bingo na quermesse". Mas, será que isso traz algum tipo de felicidade?
Sim,porque eu não acredito nisso de ser feliz. Acho que existem momentos em que somos felizes, mas a felicidade em si é algo que não se alcança e nem se segura com as mãos. Ela escorre.

Entendo isso de desejar tudo de bom. É o que todo mundo quer.
Só que aí a vida samba de salto 15 na sua cara e aí faz o quê?
Levanta e samba na cara dela,ué.

"O que eu fiz até hoje?"
Well, posso não ter feito nada de muito significativo para o mundo em geral. Mas fiz muito por mim mesma. Faço uma faculdade que eu AMO,e não porque fui obrigada a fazer.
Tenho um namolindo muito lindo.
Tenho uma família mais linda ainda e uma poodle bipolar que eu também amo.

Posso não ter inventado nada e nem ter descoberto a cura da AIDS.
Mas acredito que cada um de nós tem um papel,por mais coadjuvante que pareça. Você pode não ter inventado nada. Mas você já deve ter sorrido pra algum estranho que por um acaso pode ser um cientista que precisava desse sorriso naquele dia.

Wich means....
parabéns pra mim,ae

2.5.13

Sherlock, House e Batman

Esses 3 tem mais coisas em comum do que você imagina.
Sherlock com a lupa, House com a bengala e Batman com o Robin. 
Só que não. 

Todo mundo já ouviu falar em Sherlock Holmes, o detetive policial mais famoso do universo literário. Tão famoso que, na época, as pessoas realmente achavam que existia um cara chamado Sherlock Holmes e que morava na 221B da rua Baker e que resolvia crimes. Só que não. 
E pra quem conhece o seriado americano House, as semelhanças são bastante óbvias. O próprio criador da série admitiu que Sherlock foi uma grande inspiração. Não vou me ater às semelhanças entre House e Sherlock, mas pode rever os episódios que isso fica claro. 

Ok, e o bambu?  o Batman?

Calma lá. Quis fazer um post pra mostrar o contraponto(tem hífen aqui?) das histórias de cada personagem e como a relação entre eles é mais interessante do que as histórias em si. Perdão, cão dos Baskerville. 

Em Sherlock Holmes (que na minha cabeça tinha uns 40 anos, então thanks Robert Downey Jr, mas que a BBC soube dar vida muita bem, então thanks Benedict Cumberbatch) temos o Prof. Moriarty, arquiinimigo do detetive. Sherlock faz o tipo egoísta, arrogante, gênio, mas que no fundo no fundo tem um bom coração. Alou Dr. House.  Na trama, tudo(ou quase) é obra do tal Moriarty. E, não raramente, Sherlock se vê 'entediado', ficando faminto por novos casos, novos enigmas a serem resolvidos. Alou Dr. House.  Não importa se tem alguém morto ou sequestrado. O que importa, ou melhor, o que dá barato em Sherlock é resolvê-los. Nessa hora entra o Moriarty. O objetivo dele nunca foi matar Sherlock. Ambos possuem uma mente brilhante (embora uma possa estar voltada para o mundo do crime). E, tãtãtãtãtã, DEPENDEM UM DO OUTRO PARA EXISTIR, PARA SER. Sem Moriarty, não haveria tantos crimes aparentemente complicados para Sherlock resolver. Sem Sherlock, Moriarty é quem ficaria entediado vendo quanto tempo a polícia buríca demoraria para resolver os crimes. O tédio que ambos sentem é fundamental para a trama rolar. Matar um ao outro seria como dar fim à própria vida - tão tediosa e boooooring - que eles sentem em relação ao mundo das pessoas comuns. Capicce?

E então temos House. O vilão, ou melhor, os vilões, seriam as doenças, muitas vezes raras, dos pacientes que ele trata. E, novamente, descobrir o que um paciente tem é o que dá barato em House. Não importa que a pessoa vá morrer mesmo assim. Ele só se importa em solucionar o quebra-cabeça. Sem as doenças, House não teria razão para existir. Afinal, ele é o médico encarregado de lidar com os casos que nenhum outro médico foi capaz de resolver. É a mesma ideia de Sherlock. Tem alguma relação (aqueles lances de mutualismo, protocooperação) na biologia que deve exemplificar isso de "um depende do outro para viver", mas deu preguiça de pesquisar sobre isso no Google. 


(ver só o comecinho, quando o House ''implora'' por um caso)


E aí tem o Batman. Ah,o Batman. Causador de todas as desgraças de Gotham City   Causador de muitos suspiros quando ele vem com essa voz rouca e toda máscula pra cima da gente. Contraponto de Batman? Tadah, o Coringa! Num papel que o levou ao suicídio, Discovery Home and Health/ Heath/ Healthy Heath Ledger interpretou isso muito bem. Posto uma cena de um diálogo entre os dois no filme "Batman: o cavaleiro das trevas"



Aos 0:42

"-And why do you want to kill me?
-HAHAHAUHAUHAMUHUYAHSAUYHA. I don't want to kill you! What would I do without you?"

Viu?
O propósito nunca é destruir esse inimigo. Se isso acontecer, acabou a trama, acabou o porquê desse personagem - o héroi - existir. Ou anti-herói, porque esses 3 não são nada amistosos e não gostam de dar as mãos 1 2 3.
Pode parecer meio óbvio isso que eu disse, mas eu percebi que, pelo menos pra mim, isso é o que faz eu gostar desse tipo de enredo. Não me importa muito a resolução de um crime, ou qual o diagnóstico de uma doença. É muito mais interessante ver a relação desses personagens com os seus 'vilões'.

A BBC está fazendo uma puta adaptação da obra do Conan Doyle. E tá bem legal o modo como eles ilustram a relação Sherlock-Moriarty. 
Já haviam me falado sobre essa série, mas a preguiça sempre fazia eu esquecer de baixar. House eu sempre amo desde 2005. Batman eu não sou muito chegada, torço mais pro Coringa,rs. 
No mais, essa foi a revelação da minha tarde muito produtiva terminando de assistir a segunda temporada de Sherlock. Aí deu vontade de ver House. Aí deu vontade de ver Batman: o cavaleiro [...]. 

Mas sério, dá pra fazer um TCC sobre a semelhança entre o Sherlock e o House. Tem muitas, gente! 
Meu objetivo pra esse ano além de me formar e arranjar um emprego: comprar a edição completa de Sherlock Holmes. 

E tchau pessoal, até a próxima vez nunca ganhei o show do milhão versão para computador,chatiada

23.4.13

professorando.

Como minha IC acaba em junho e eu preciso de deñeros pra sobreviver, peguei umas aulas no Estado como professora-auxiliar em 3 séries do ensino médio.
Lembra de uma propaganda falando do ensino, que agora iriam ter 2 professores por sala? Pois é, eu sou a segunda. E a experiência está sendo bem bacana apesar dos pesares.

Não é novidade que a educação brasileira precisa de reformas profundas caso o país queira se desenvolver em todos os âmbitos. Não consigo entender porque é tão difícil aumentar o salário dos professores e diminuir a porra dos benefícios do pessoal em Brasília.

Em menos de 1 mês, pude ver muitos olhinhos brilharem diante de explicações. Vi olhinhos interessados. Vi alunos prestando atenção no que eu estava dizendo. Vi sorrisos quando eu também fui simpática. Consegui o silêncio de uma turma sem precisar gritar. Talvez eu tenha conquistado a simpatia deles.

Mas ouvi também confissões do tipo "queria fazer engenharia, mas sou burro, não consigo....", "eu não sei fazer, dona", "eu não consigo".
Esse "eu não consigo" doeu. O que fazer para aumentar a confiança desses alunos neles mesmos?
Como mudar?
O que dá pra eu fazer?

Muitos questionamentos e pouquíssimas respostas. Só quem dá aula em escola pública sabe do que eu estou falando.

Descobri porque, embora muitos abandonem as salas de aula, muitos continuam lutando.
Não é fácil. É revoltante. Mas  presenciar o sucesso dos alunos perante algum exercício é surreal. É uma das melhores sensações que eu já tive. É ficar feliz pelo sucesso do outro. Por isso muitos professores não desistiram do que fazem.

Daí o bichinho social começa a coçar. Sabe aquele filme de sessão da tarde cujo enredo é assim: escola ruim, problemática - chega professor querendo mudar a vida dos alunos - alunos primeiramente resistem - professor faz algo que o leva a ganhar a confiança dos alunos - alunos curtem o professor - alunos começam   a mudar de vida - todos pintam/reformam a escola. FIM.

Tô nessas, manja?

Já tive mil ideias pra fazer com eles. Organizar sarau, organizar gincana, organizar sessão pipoca + discussão do filme, etc. Mas parece que a escola dificulta. Pra você ter uma ideia, eu vou até a escola de bicicleta. Ok. Quando eu chego, o portão do estacionamento está fechado. Ninguém me deu um controle para abri-lo, então eu preciso entrar pela secretaria. Aí eu chego e peço para abrirem o portão para mim. Além de nem olharem na minha cara, parece que estão fazendo alguma coisa que está além daquilo que eles são pagos para fazerem. E pra eu sair é a mesma coisa. Demoram o Papa aparecer para decidirem apertar a merda de um botão.


Argh.
É legal, mas não é justo. Professores, policiais, médicos, bombeiros e outras mil profissões deveriam ganhar 10x mais. É a base de toda a formação de uma sociedade do bem e que funciona.

Why so complicated?

18.4.13

Eu e meu(s) TOC(s)

Não é de hoje que eu desconfio que sofro de uma forma moderada de TOC (todos sabem a sigla).  É, eu tenho mesmo, nem preciso de diagnóstico.





De maneira geral, isso nunca atrapalhou minha vida. Umas manias aqui, outras ali. Até que eu percebi que está virando neurose. E como toda pessoa que sofre de algum problema, o primeiro passo é assumi-lo. E cá estou.

Basicamente, meu TOC é voltado à limpeza no melhor estilo Monica Geller Bing,q. Sabe aquela propaganda da Veja que aparece uma Sra. Neura? Pois é, soy jo. Isso tudo se acentuou ainda mais agora que a ajudante daqui de casa está afastada. Ok, sou super a favor de todos fazerem sua parte e se virarem. Tenho PAVOR de mães e pais que educam apenas suas filhas para cuidarem da casa, evitando que os marmanjos aprendam como se faz. Gente, os tempos mudaram. Limpar casa e saber cozinhar é uma questão de sobrevivência. Ou você vai morar com seus pais pra sempre?

Fecha o parênteses ali de cima.

Listarei todas as minhas neuras pra ver se de algum modo consigo entendê-las:
-Gavetas e portas abertas. Não sossego enquanto todas não estejam fechadas.
-Luzes acesas, ventiladores e televisões ligadas sem que ninguém esteja fazendo o uso de tais coisas. GENTE, KD CONSCIÊNCIA AMBIENTAL?? Esse meu TOC é justificável e acho que todos deveriam ter neura com isso também.
-Tapetes sujos. Peloamordedeus, isso me tira o sono. Saber que você está pisando num tapete cheio de cabelos e sujeiras e ARGH, eca. Corro pra pegar o aspirador e não me importo em passar uma tarde esfregando os benditos. Nota pessoal: não haverá tapetes na minha futura casa.
-Cozinha suja. Pessoal, a cozinha tinha que ser o lugar MAIS LIMPO da casa. Sabia que lá tem mais coisinhas fecais do que no próprio banheiro?? Alou vibrião da cólera. Enfim. Toda refeição é a mesma coisa. É acabar de comer e lá vou eu com vassourinha, paninho com álcool... Incluo aqui meu asco por buchas sujas. Não é porque você não vê que a bagaça está limpa, viu?
-Casa desorganizada como um todo. Se eu vou em algum lugar bagunçado, meus dedos coçam. Dá vontade de pedir licença, perguntar onde ficam os utensílios de limpeza e sair ALOKA fazendo arrumação. Qual a dificuldade em deixar a casa arrumada?
-Um outro TOC interessante é o que eu sempre acho que tenho alguma doença rara e mortal a cada dor de cabeça ou dor muscular que me dá. Culpa do Google.
-Mania de controle. Sabe quando o Sheldon diz para o Mário "Ah Mário, se eu pudesse controlar a todos como controlo você...". É, sou assim também. Eu sei que a gente não tem controle sobre nada nessa vida sofrida. Mas AHHH PUTAQUEPARIU, eu quero ter! Odeio imprevistos, odeio mudança de planos, odeio tudo que fuja àquilo que eu tinha planejado na cabeça.

É, são só esses. Como eu me trato?

O estranho é que, tá, tenho TOC. Mas é um TOC preguiçoso,sabe? Fico irritada pensando nas coisas sujas, mas dá muita prigs ir lá em limpar. Só que se eu não vou, fico mais nervosa ainda! comofas/

Queria muito ser mais desencanada, de verdade. Só que o TOC fala mais alto do que eu. #chateada